ESG do HOSPITAL SÃO JULIÃO apresenta case de sucesso no CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde.
26 de Junho de 2026
No dia 24 de junho, o Gerente de Gestão Ambiental do Hospital São Julião, Bruno Maddalena participou em Brasília da abertura da 6ª Assembleia do Conass em 2026, marcada por lançamento de livros e temas de grande relevância na saúde, como boas práticas sociais, ambientais e de governança na saúde.
São Julião – o Primeiro Hospital Lixo Zero da América Latina
Apresentada pelo secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, Maurício Simões, a iniciativa desenvolvida no Hospital São Julião chamou a atenção dos gestores ao mostrar que mudanças significativas podem nascer da combinação entre compromisso institucional, educação permanente e engajamento das equipes.
A história da unidade, no entanto, começa muito antes dos atuais resultados. Fundado em 1941, durante o governo de Getúlio Vargas, como uma colônia destinada ao atendimento de pessoas acometidas pela hanseníase, o hospital atravessou décadas de desafios e períodos de abandono. Sua trajetória começou a mudar com a chegada da missionária italiana Irmã Silvia, que dedicou 62 anos de sua vida à instituição, tornandose referência de acolhimento, cuidado e transformação social.
Hoje, o Hospital São Julião vive um novo capítulo. Além de se consolidar como referência em cuidados paliativos, a unidade tornou-se exemplo nacional em gestão sustentável de resíduos hospitalares por meio do “Programa Lixo Zero” com o apoio e visão do Presidente Carlos Augusto Melke, comprometido com a causa.
Na assembleia, o Gestor Ambiental do Hospital Bruno Maddalena, apresentou o Documentário “Saúde LIXO ZERO” produzido com a Gestora ESG do Hospital Roberta Costa e discorreu sobre as práticas do programa, que baseia-se na educação contínua dos profissionais e na correta segregação dos resíduos gerados no ambiente hospitalar. O trabalho permitiu identificar, por exemplo, que grande parte do material descartado como infectante era composta por embalagens estéreis sem contaminação, que passaram a ser encaminhadas para reciclagem.
As mudanças alcançaram diferentes áreas da instituição. Marmitas de isopor foram substituídas por recipientes de alumínio reciclável; resíduos de vidro passaram a ser triturados e destinados à construção civil; e cerca de sete toneladas mensais de resíduos orgânicos passaram a ser transformadas em composto orgânico utilizado em um bananal cultivado pelo próprio hospital. Os frutos produzidos retornam ao refeitório da unidade, fechando um ciclo de economia circular que une sustentabilidade e eficiência.
O impacto do projeto também alcança a esfera social. O centro de triagem de materiais recicláveis emprega pessoas em regime semiaberto, contribuindo para processos de reinserção social e geração de oportunidades.
Ao final da apresentação, Bruno Madalena destacou que os resultados obtidos não dependem de grandes investimentos financeiros, mas de mudanças de cultura organizacional, disciplina e apoio institucional.
Jurandi destacou o potencial de replicação da iniciativa em outras unidades do País. “São experiências como essa que mostram a capacidade de inovação presente no SUS. Precisamos disseminar essas boas práticas para que possam inspirar outros estados e fortalecer uma gestão cada vez mais eficiente, sustentável e comprometida com as pessoas”, afirmou.
Mais do que uma experiência de gestão ambiental, o projeto apresentado mostrou que o cuidado em saúde pode ultrapassar os limites da assistência e alcançar também a preservação do meio ambiente, a inclusão social e a construção de um futuro mais sustentável, todos temas da sigla ESG, que o Hospital São Julião vem praticando e trazendo transformações importantes para as pessoas e para o planeta.


