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Lino Villachá: poeta da esperança

Lino Villachá tornou-se símbolo da resistência e coragem entre os mais de cinco mil hansenianos
que passaram pelo São Julião. Aos 12 anos viu o bacilo da hanseníase atingir sua família e junto
com seus pais e três dos cinco irmãos passou a viver no confinamento da então colônia.
Ali cresceu e fomentou a integração entre os internos ao organizar competições esportivas e
eventos artísticos, destacando-se em seu trabalho como professor, diretor da escola
e auxiliar na administração hospitalar.

Seu encanto estava na lucidez e criatividade de suas poesias, crônicas e relatórios
onde reportava o cotidiano do São Julião, enquanto seu corpo sofria as conseqüências
dos ataques da doença. Teve suas pernas amputadas e movimentos limitados ao longo
de quarenta anos de convívio com a hanseníase. Suas mãos atrofiadas não impediram
o exercício da escrita em traços quase ilegíveis, reveladores de sua grande sensibilidade.

Ao falecer em julho de 1994
Lino Villachá deixou um legado de fortaleza
interior, expressa em poemas como: